Enrico vai para a escola – Parte 1 – A DECISÃO

Nos últimos meses, vivemos uma grande indecisão aqui em casa.

Colocar ou não o Enrico no berçário?

Essa é uma decisão muito difícil, que envolve muitos fatores.

Pedro só foi para a escola com 2 anos. Quando tive ele, junto com meu marido, tomei a decisão de ficar em casa, para cuidar de perto dele nessa fase..Ele era uma criança muito tranqüila, nunca me deu trabalho,me acompanhava onde eu precisava, se entretia com os brinquedos ou um desenho para eu cuidar da casa. Perto de completar dois anos, achamos que era importante pra ele entrar na escolinha, conhecer outras crianças, ter uma rotina e receber outros conhecimentos que eu não poderia oferecer pra ele em casa.

Enrico é um bebê agitado. A poucos dias de completar um ano, nunca dormiu uma noite toda! É esperto, sustentou a cabeça cedo, sentou cedo, ficou em pé sem se apoiar em nada cedo. Tudo isso vem aliado à uma curiosidade, uma vontade de explorar seu mundinho, de mexer em tudo, e uma necessidade grande de atenção.

Cada filho é um filho. Indiscutível.

Só que toda essa energia, somada à rotina intensa da nossa casa hoje, da minha falta de dormir, e acúmulo de tarefas, me gerou uma estafa grande, a ponto de eu estar sentindo falta de ar, tristeza, desespero por não dar conta dos meus afazeres, frustração por deixar tanta coisa pendente,  num momento que novos projetos estão pipocando em minha vida… Eu estou esgotada física e mentalmente, e só quem convive comigo de perto sabe do que estou falando. Nem sempre consigo ter tempo de qualidade com os meninos, e isso também de deixa triste.

Só que eu mesma não queria admitir isso. Como assim, querer colocar o filho na escola sem trabalhar (oficialmente) fora?!

O Julio (marido!) vinha sugerindo e eu sempre negando a possibilidade. Era como se eu estivesse terceirizando uma função que é minha! Esse é meu fardo, eu tenho que carregar. Era uma mistura disso, de um receio do que os outros iam pensar/falar (ai que bobeira, às vezes eu tenho esses 5 min de tontice!), com um sentimento de “dó” do pobrezinho, tão pequenino, já na escola!  (E o mais engraçado é que não tenho esse tipo de pensamento quando vejo outra mãe nessa situação! É mais uma cobrança interna, do que uma opnião formada sobre o assunto!)

Até que, conversando com a Pediatra deles, ela mesma sugeriu que ele fosse para a escolinha, se houvesse essa possibilidade. Ela me mostrou uma outra visão desse assunto, que me fez sentir menos culpada! Dizendo-me que seria bom pra ele interagir com outras crianças, realizar atividades específicas para cada fase de seu desenvolvimento, se acostumar a ficar sem mim um pouco, e por fim ela me disse: será bom pra você ter esse tempo, para cuidar de si, e estar inteira física e emocionalmente com eles, quando voltarem pra casa.

Acho que era o empurrãozinho que faltava nessa decisão, minha família também super apoiou a idéia, me incentivou, pois vêem o que eu passo no dia a dia. Minha mãe, que é pedagoga, deu a visão dela do assunto, e também concorda que será bom pra ele, e o marido deu total apoio.

E assim decidimos por colocá-lo no berçário! Bom pra ele, bom pra mim!

Eu digo que essa é uma decisão que envolve muitos fatores e sim, envolve. A questão financeira, a confiança no local onde irá deixar o filho, e até a real necessidade. (Na época do Pedro eu não via a necessidade que vejo hoje).

As aulas começam amanhã, e eu confesso que estou apreensiva. Acho que vai ser mais fácil do que foi com Pedro, porque como ele é menor, acho que não vai ter chororô na despedida! (pelo menos por parte dele!)

No próximo post, vou falar um pouco sobre a escolha da escolinha.

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              material do berçário prontinho!

Larissa Paganini

Larissa Paganini, mãe do Pedro (7 anos) e do Enrico (1 ano). Formada em Hotelaria, e Pós Graduada em Eventos, descobriu o melhor da vida: cuidar dos seus filhotes. Apaixonada por culinária,chocolate e cheiro de filho!

8 Comentários para "Enrico vai para a escola – Parte 1 – A DECISÃO"

  • Ana Ribeiro Machado 11 de janeiro de 2016 (01:04)

    Super me identifico com vc. Minha bebê completa um ano em fevereiro, nunca dormiu uma noite toda. Não pode me ver, é grude, Não come direito e quer muito peito. É um cansaço gigante! Tb tenho uma menina de 7 anos. Trabalho fora e ano passado minha mãe ficou com a bebê esse ano vai pra escola. Mesma escola em que sou aula e a irmã estuda. Tb fiquei em casa qdo minha mais velha nasceu, voltei a trabalhar faz 3 anos. E tenha certeza que além do Enrico interagir, gastar energia, etc. Vc se sentirá mais disposta. Bjo

    • Larissa Paganini
      Larissa Paganini 14 de janeiro de 2016 (12:07)

      Oi Ana! Estamos juntas então! Só quem passa na pele entende! Ah, se vc trabalha na escola já é meio caminho andado né! Boa sorte nesse ano! Um beijo!

  • Lilian Castanho 13 de janeiro de 2016 (11:37)

    Larissa. A gente tem esses pensamentos tolos mesmo, de que ficando em casa é obrigado a cuidar da cria!! Mas sera o melhor para todos!! O Enrico ira “tocar o terror” na escola!! Kkk o Gabi vai esse ano também, ele é super agitado, ligado no 220v.

  • Viviane Machado 4 de fevereiro de 2016 (14:17)

    Larissa! Pensei em tudo que você pensou antes de colocar meu filho de 2 anos na escola. Mas eu sei que é necessário para o desenvolvimento e o aprendizado dele. E cada mãe tem suas dificuldades, a minha é que meu filho não tem se adaptado. Ele fica sozinho brincando, ou sentado ao chão sozinho, não quer sentar se com as outras crianças nem interagir com os coleguinhas. Isso tem me afligido muito, estou com o coração partido. As professoras não tem muita experiencia em lidar com a situação e estimular a interação, mas é a unica escolinha particular que tem na minha cidade, as demais crianças vão para a publica. Não optei pela escolinha publica por ser muitos alunos 25 em cada sala e 2 professoras, não acho que podem dar atenção necessária que cada criança precisa, é muita criança. Mas estou sem saber como agir e triste em saber que meu filho fica triste e sozinho na escolinha.

    • Larissa Paganini
      Larissa Paganini 5 de fevereiro de 2016 (10:36)

      Puxa, nem sei o que e dizer. Mas talvez seja cedo, as aulas acabaram de começar. É tudo novidade, ambiente, pessoas, rotina… tenha paciência, logo tudo se ajeita!

  • Priscila Mello 1 de setembro de 2016 (18:56)

    Larissa que legal achar esse post justamente o momento em que estou tentando tomar essa decisão. Miguel com 01 ano e 02 meses esta exatamente como seu filho, “querendo explorar o mundo”, diga se de passagem a casa, rs. Estou consumida de todos esses sentimentos que você descreveu. Trabalho fora, tento conciliar a rotina domestica e a do trabalho de fora, mas está puxado! Miguel mama a noite inteirinha, ainda não consegui pensar em desmama-lo, pois não pega nenhum tipo de mamadeira. Espero que com a descisão da creche ele sozinho opte por largar e fazer a paz reinar na mente e no coração da mãe dele, que vos lhe escreve, rs. Obrigada pelo relato!! Sempre ajuda! Saúde e paz para a família.

    • Larissa Paganini
      Larissa Paganini 2 de setembro de 2016 (10:45)

      OI Priscila! Que bom ajudar de alguma maneira! Olha, sobre a mamadeira, o Enrico acabou pegando uma da NUK, que “imita” o bico do seio, ela é mais larga, Chama NUK First Choice… agora ele não aceita outra…rsrs mas pelo menos pegou a mamadeira! 🙂

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