9 perguntas e respostas sobre o desenvolvimento visual dos bebês

A visão é fundamental para o desenvolvimento global da criança e impacta no aprendizado, nos esportes e das demais atividades sociais. Por isso, é muito importante consultar um Oftalmopediatra ainda no primeiro ano de vida do bebê. Segundo a Oftalmopediatra, Dra. Marcela Barreira, a visão é o último sistema do corpo humano a se desenvolver. Embora os bebês tenham a estrutura biológica da visão completa ao nascer, eles irão aprender a usar os olhos ao longo do tempo, em um processo chamado de maturação visual. A visão só estará completa por volta dos 7 anos de idade.
“Os olhos são órgãos ligados ao cérebro. A visão é um processo complexo que precisa da integridade física dos olhos e demais estruturas para funcionar. O primeiro ano de vida é um período de extrema importância para o desenvolvimento da visão, assim como para detectar qualquer alteração que possa impactar na visão ao longo da vida”, explica Dra. Marcela.
Ao longo do primeiro ano de vida, alguns problemas oculares podem ficar mais evidentes e os pais precisam estar atentos a alguns sinais. Muitas condições podem ser tratadas, promovendo um desenvolvimento visual normal.

1-Quando deve ser feita a primeira consulta?
A primeira consulta deve ser feita ainda no primeiro ano de vida, preferencialmente a partir dos 6 meses.

2-Os bebês costumam ser “vesgos”, o que para muitos pais pode ser um condição normal. É verdade que isso pode ser estrabismo?
O estrabismo pode se manifestar ainda no primeiro ano de vida. Se depois dos seis meses o bebê continua desviando os olhos para dentro (em direção ao nariz) ou para fora (em direção às orelhas), o ideal é procurar um Oftalmopediatra. O estrabismo não tratado pode causar a ambliopia, ou olho preguiçoso, que pode levar à perda permanente da acuidade visual.

3-Muitas campanhas já foram feitas a respeito do reflexo amarelo ou esbranquiçado em fotos de crianças. O que é isso?
O reflexo amarelo ou esbranquiçado é um sinal de atenção, pois pode indicar a presença do retinoblastoma, um tipo de tumor que atinge a retina. Além disso, doenças como glaucoma congênito, catarata congênita e outras malformações oculares podem alterar o reflexo.

4-É verdade que alguns bebês podem apresentar sensibilidade à luz? Isso está ligado a algum problema visual?
Alguns bebês costumam franzir os olhos em ambientes iluminados ou ao ar livre. Em geral, os erros refrativos, como miopia, astigmatismo e hipermetropia podem causar uma maior sensibilidade à luz. Alguns tipos de estrabismo também aumentam a sensibilidade à luz, assim como quadros alérgicos.

5-Bebês que coçam demais os olhos devem ser avaliados?
Se o bebê está coçando os olhos demais, pode indicar algum tipo de alergia, ou ainda uma conjuntivite. Nestes casos, o ideal é uma avaliação com um Oftalmopediatra.

6-Lacrimejamento constante em bebês pode indicar algum problema ou é normal?
Se você perceber que o bebê lacrimeja mais do que o normal, procure um oftalmopediatra. Muitas vezes, o canal lacrimal está entupido e isso aumenta o risco de infecções. Em alguns casos, é preciso fazer um procedimento para desobstruir o canal lacrimal.

7-Como é possível diagnosticar miopia e outros erros refrativos em bebês ou crianças que ainda não sabem ler?
O médico Oftalmopediatra é capacitado para diagnosticar as ametropias (miopia, astigmatismo e hipermetropia) em bebês. O método para diagnosticar é diferente, feito por meio de uma espécie de régua, que mede o grau.

8-Quando uma criança pequena ou até mesmo um bebê precisa usar óculos, como isso é feito?
Hoje em dia há muitas opções de óculos de grau para crianças e bebês, feitos em silicone, que permitem maior conforto e segurança. É muito importante que os pais eduquem a criança a usar as lentes corretivas, principalmente quando estamos falando de altos graus, que podem até mesmo impactar no desenvolvimento de outras habilidades, como andar, brincar, coordenação motora, etc.

9-O que é “olho preguiçoso”?
A ambliopia, conhecida popularmente pelo termo “olho preguiçoso”, é uma condição visual que leva à diminuição da acuidade visual em um ou em ambos os olhos. Em geral, se desenvolve na infância e em quase metade dos casos é causada pelo estrabismo não tratado ou tratado de forma incorreta.

“Precisamos lembrar que dificilmente uma criança irá se queixar de um problema ocular nos primeiros anos de vida. Por isso, a consulta com um Oftalmopediatra, ainda no primeiro ano de vida, é fundamental para detectar qualquer condição que possa levar à perda da acuidade visual ou a outros problemas mais graves, que podem ser tratados na infância, permitindo um desenvolvimento normal”, conclui Dra. Marcela.

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Dra. Marcela Barreira é Oftalmopediatra e especialista em Estrabismo pela Unifesp e Neuroftalmologista pela USP, sócia da clínica Neuro Kinder e é a Oftalmo do Pedro e do Enrico! Siga no Instagram: @dra_marcelabarreira e veja muitas dicas e informações importantes!

Larissa Paganini

Larissa Paganini, mãe do Pedro (7 anos) e do Enrico (1 ano). Formada em Hotelaria, e Pós Graduada em Eventos, descobriu o melhor da vida: cuidar dos seus filhotes. Apaixonada por culinária,chocolate e cheiro de filho!

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